quinta-feira, 23 de agosto de 2012

TAUR MATAN RUAK EXPLICA DECLARAÇÃO DE BENS

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Tradução para o Português de TIMOR RAI MURAK

Meu amado povo de Timor-Leste,

No dia 20 de maio de 2012, eu tomei posse como Chefe de Estado da República Democrática de Timor-Leste.

Foi o momento em que os senhores, o povo de Timor-Leste, me confiou com poderes e privilégios para vos servir. E com estes poderes e privilégios surgem as mais altas e sérias responsabilidades.

Uma parte das minhas responsabilidades é a de eu cumprir as promessas que fiz na minha campanha eleitoral. Uma delas foi a de eu ser um exemplo de uma política limpa e autodisciplinada em Timor-Leste.

A corrupção está lentamente e insidiosamente a infetar a nossa sociedade. Isso prejudica o nosso caráter moral e enfraquece as nossas instituições. Numa era em que precisamos de mostrar disciplina para alcançar os objetivos do desenvolvimento nacional, não existe maior ameaça para os nossos objetivos nacionais, do que a corrupção praticada para o próprio interesse.

Como Presidente, eu tornei completamente pública uma declaração integral e completa dos meus bens pessoais.

Eu faço isso para que as pessoas possam saber quais são os bens pessoais que eu possuo durante a minha presidência, e eu comprometo-me a fazer declarações anuais dos meus bens até ao fim do meu mandato. Eu faço isso para cumprir a minha promessa de dar o exemplo na luta contra a corrupção.

O gabinete do Presidente é um cargo público que me foi confiado, para eu desempenhar um papel constitucional que é fundamental para o funcionamento do Estado. O gabinete não é uma ferramenta para o meu enriquecimento pessoal.

Ao fazer esta declaração dos meus bens pessoais e através das declarações anuais eu vou, de acordo com as minhas responsabilidades para com todos os cidadãos da República Democrática de Timor-Leste, demonstrar que não uso e não irei usar da minha posição para me enriquecer com a prática de tais comportamentos corruptos.

No mato nós costumávamos falar sobre um Timor-Leste livre da corrupção dos outros que vieram para nos governar. Muitos timorenses derramaram o seu sangue para este sonho. Não devemos esquecer os ideais patrióticos que nos guiaram no passado. Estes são agora consumidos pelo vírus da corrupção.

Eu apelo a todos os membros do governo, do Parlamento Nacional, dos tribunais e a todos os funcionários públicos para se juntarem a mim e a apresentarem uma declaração completa e integral dos seus bens pessoais anualmente.

Vamos todos ficar firmes nesta luta para edificar um forte, livre e próspero Timor-Leste. Aqueles que optarem por não aderirem a esta luta contra a corrupção deveriam perguntar a si próprios se eles estão realmente aptos para o cargo público. É o povo de Timor-Leste a quem servimos todos os dias quem será o verdadeiro juíz da credibilidade das pessoas nos cargos públicos e, no final, será o nosso povo quem irá tomar a decisão final dos nossos destinos.
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