sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Até quando este povo vai aguentar este sofrimento gritante? BASTA, CHEGA!

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Lisa Fernandes

Enquanto a ministra das Finanças, Emília Pires, está a construir uma casa em Motael no valor de 1.5 milhões de dólares americanos com o dinheiro do povo timorense, esta gente continua a sofrer, a sofrer, a sofrer... Até o essencial para eles sobreviverem lhes roubaram, a água! 

Meu Deus, até quando vão testar a capacidade de aguentar o sofrimento desta gente? Até quando? Cuidado, muito cuidado! 

As injustiças sociais gritantes são " bombas-relógio" prontas a rebentar a qualquer momento.BUM!BUM!BUM! Era muito bem feito e a culpa seria destes ignorantes incompetentes que completamente (des) governam Timor-Leste. Vai chegar o momento em que este povo tem de dizer com toda a legitimidade, BASTA, CHEGA! 

Eu hoje nem me vou alongar mais na escrita, é que tenho mesmo "medo" que o que possa sair não seja lá muito apropriado, e hoje o dia é para reflexão e de agradecimento a todos os que tombaram, para que Timor-Leste se erga hoje perante o mundo, como uma nação supostamente independente. 

Deixo-vos uma reportagem fotográfica de um querido amigo meu, Joãozito Viana. As fotos foram tiradas recentemente na capital de Timor-Leste, Díli, alguns dos senhores leitores nem imaginam o que vai nos distritos do país, ali, o povo vive em condições verdadeiramente pré-históricas, faz chorar as pedras. Inadmissível! 

Porque hoje faz também 37 anos que assassinaram o meu poeta preferido, Francisco Borja da Costa, e em homenagem dele eu repito algumas palavras que ele escreveu num lindo e extremamente comovente poema intitulado: " O povo Maubere não pode ser escravo de mais ninguém". 

Aqui vai, em honra e memória do poeta, herói e mártir timorense, Francisco Borja da Costa. 

É PRECISO GRITAR BEM ALTO 
QUE O POVO DE TIMOR 
QUE O POVO MAUBERE 
NÃO PODE SER ESCRAVO 
DE MAIS NINGUÉM

DE MAIS NINGUÉM 
DE MAIS NINGUÉM 
DE MAIS NINGUÉM. 

Foto, Tempo Semanal








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"Não é necessário melhorar a aparência, adquirir muita cultura, aumentar o salto do sapato, levantar mais o nariz. Precisamos de diminuir o barulho, caminhar mais devagar, prestar atenção em quem chega, abaixar a cabeça e colocar a humildade prá funcionar. Somos grandes, quando somos pequenos." - Ita Portugal
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