sexta-feira, 24 de maio de 2013

Este é o momento de empresas portuguesas virem para Timor - Embaixador de Portugal

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Díli, 24 mai (Lusa) - O embaixador de Portugal em Díli, Manuel Gonçalves de Jesus, disse hoje que este é o momento para as empresas portuguesas apostarem em Timor-Leste, que está numa fase de dinamismo "inegável".

Manuel Gonçalves de Jesus falava à agência Lusa no final da conferência sobre "Mercados e Oportunidades em Timor-Leste", em que participaram vários governantes timorenses, dirigida à missão empresarial portuguesa, organizada pelo Banco Espírito Santo, que se encontra no país a analisar prioridades de investimento.

"É uma missão muito importante e muito oportuna em termos do tempo em que se faz. Timor, no fundo, está a entrar numa fase em que de fato há um dinamismo que é inegável", afirmou o diplomata português, salientando que a "estabilidade" já existe.

"Há muitas empresas e pessoas a chegar. Penso que é este o momento para as empresas portuguesas virem aqui a Timor. É uma boa altura para aquelas que ainda não estão virem", insistiu o novo embaixador de Portugal em Díli.

No âmbito do programa de desenvolvimento do país, o governo timorense tem previsto a construção de uma série de infraestruturas, nomeadamente estradas, portos, aeroportos, escolas, e o desenvolvimento de setores como a agricultura e pescas e comunicação social.

"Timor tem felizmente uma situação financeira boa, que ajuda, e depois há aquela relação tão próxima e que devemos valorizar, que é o facto de pertencemos a um espaço comum político e económico, mas também de afetos que devemos aproveitar, que é a CPLP", lembrou Manuel Gonçalves de Jesus.
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Timor-Leste vai assumir em julho de 2014 a presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Também por causa disso é uma boa altura para estar aqui em Timor e aproveitar o pertencermos aquele espaço que é universal, a uma língua que é universal, e dar-lhe aquele conteúdo económico que ainda não tem", salientou.

Nas declarações à Lusa, o diplomata português recordou também que Timor-Leste vai fazer parte da Associação das Nações do Sudeste Asiático.

A ASEAN representa um mercado de 600 milhões de consumidores.

"Há um conjunto de fatores que nos levam a estar muito atentos, a valorizar aquilo que temos, aproveitando para introduzir outros elementos importantes no relacionamento entre os povos", concluiu.

A missão empresarial portuguesa, organizada pelo BES, chegou na quinta-feira a Timor-Leste para analisar prioridades de investimento.

Timor-Leste, com pouco mais de um milhão de habitantes, tem crescido a um ritmo de 10 por cento nos últimos anos.

MSE // FV.

Lusa/Fim
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