quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Timor-Leste garante à Guiné-Bissau total apoio e assistência

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Díli, 18 set (Lusa) - O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, garantiu hoje às autoridades guineenses que Timor-Leste está pronto para total apoio e assistência à Guiné-Bissau.

"Nós garantimos ao governo de transição da Guiné-Bissau que estamos prontos para dar assistência em tudo aquilo que nós pudermos dar", disse, à agência Lusa, Xanana Gusmão, depois de um encontro com os ministros da Economia, Soares Sambu, e Recursos Naturais, Certório Biote, da Guiné-Bissau.

Os dois ministros guineenses estão em Díli a participar na Conferência de Alto Nível dedicada ao tema "Transformando a Riqueza dos Recursos Naturais em Crescimento Inclusivo e Desenvolvimento Económico".

"Tivemos a conversar sobre questões muito relevantes para a Guiné-Bissau, nomeadamente das próximas eleições que nós desejaríamos que fossem as mais credíveis, as melhores, para pôr fim a todos este processo que tem vindo a danificar a imagem do país, mas também está impedir o desenvolvimento do país", afirmou Xanana Gusmão.

Segundo o ministro da Economia guineense, Soares Sambu, o encontro, realizado à margem da conferência, serviu para transmitir o reconhecimento das autoridades guineenses ao governo timorenses e informar sobre a evolução da situação no país, "particularmente sobre a preparação das eleições".

"A presença de Timor é crucial. Num primeiro tempo (após o golpe de Estado de 12 de abril) houve uma suspensão e abandono por parte dos parceiros bilaterais e multilaterais e a presença de Timor foi catalisadora e será catalisadora de outros apoios naturalmente acompanhado da evolução positiva que o processo está a ter de algum tempo para cá", disse Soares Sambu.

A 12 de abril de 2012, na véspera do início da segunda volta para as eleições presidenciais da Guiné-Bissau, na sequência da morte por doença do Presidente Malam Bacai Sanhá, os militares derrubaram o Governo e o Presidente.

A Guiné-Bissau está a ser administrada por um Governo de transição, que pretende realizar eleições ainda este ano.

A maior parte da comunidade internacional não reconhece as novas autoridades de Bissau.

MSE // JCS.

Lusa/fim
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