sábado, 5 de abril de 2014

Ângela Freitas presa no aeroporto de Díli

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Timor Hau Nian Doben - 5 de Abril de 2014

A secretária-geral do Conselho de Revolução Maubere (CRM) e Presidente do Partido Trabalhista, Ângela Freitas, foi detida esta manhã pelas autoridades policiais,  no aeroporto de Díli, noticiou o jornal Tempo Semanal no seu "website".

Ângela Freitas regressou a Timor-Leste após ter sido submetida a uma intervenção cirúrgica em Bali.

Em declarações exclusivas via telemóvel ao citado periódico, Freitas disse que, " Eu acabei de chegar agora a Timor-Leste depois de ter feito uma operação e como já estou recuperada, eu regressei. Eu agora estou no aeroporto e eles já me prenderam."

A secretária-geral do CRM afirmou desconhecer o motivo da sua detenção e exigiu saber o porquê, embora existam desconfianças de que a captura possa estar relacionada com o seu envolvimento na organização liderada pelo antigo comandante das FALINTIL, Mauk Moruk.

" Tem relação, mas na verdade eles têm de fazer uma investigação adequada e não atuarem ignorantemente como estão a fazer", lamentou.

Freitas disse ao Tempo Semanal que as autoridades timorenses não lhe explicaram o motivo da sua detenção.

Um agente da Polícia Nacional de Timor-Leste, que pediu o anonimato, disse ao citado jornal que, "existe também um mandato de captura para Ângela Freitas, por causa do seu envolvimento no Conselho de Revolução Maubere."

Mauk Moruk e Labarik, ambos veteranos e ex- comandantes da FALINTIL, encontram-se neste momento detidos preventivamente na prisão de Becora, nos arredores de Díli, e são considerados por muitos timorenses como "prisioneiros políticos do regime Xananista."

O Parlamento Nacional aprovou uma resolução por unanimidade a autorizar a polícia e o exército timorense a capturarem os grupos que são comandados por Mauk Moruk e Aitahan Matak, Conselho de Revolução Maubere (CRM) e o Conselho Popular Democrático -República Democrática de Timor-Leste (CPD-RDTL), respetivamente.

 O hemiciclo alegou estar preocupado com as movimentações no país dos referidos grupos e que estes possam ser um atentado para a paz e a estabilidade do país, todavia, o líder do CRM repudiou totalmente a resolução aprovada, afirmando que é "inconstitucional e nula, não tem qualquer valor jurídico" e acusou Longuinhos Monteiro e o Parlamento Nacional de serem "marionetas nas mãos do primeiro-ministro, Xanana Gusmão."
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