quarta-feira, 14 de maio de 2014

Desconfianças de que ex-ministro João Câncio tenha cometido crime de participação económica

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Jornal Independente -Terça-Feira, 13 de maio de 2014 - Tradução de Timor Hau Nian Doben

De acordo com o processo de investigação efetuado pelo Ministério Público (MP), neste foi reconhecido que o ex-ministro da Educação, João Câncio Freitas, possa se ter envolvido em crime de economia.

Existem desconfianças de que João Câncio Freitas possa estar envolvido neste caso aquando ocupava o cargo de Ministro da Educação, no IV Governo Constitucional. Este caso já deu entrada no Tribunal Distrital de Díli e o julgamento está marcado para 3 de junho de 2014.

O Procurador-Geral da República (PGR), José Ximenes, disse que de acordo com o processo de investigação que já foi finalizado, este indicou para desconfianças de que o ex-ministro da Educação, João Câncio Freitas, envolveu-se num crime de participação económica em negócio.

"O processo de investigação chegou ao fim e concluiu que o crime que eles envolveram-se foi o crime de participação económica em negócio", disse o Procurador José ontem, depois do encontro com o Presidente da República, no Palácio Presidencial, em Aitarak Laran.

Neste encontro, o Procurador José Ximenes informou ao Presidente da República casos de crime que aconteceram em Díli e em alguns distritos e que o tribunal está a processar. O Procurador informou também (ao Chefe de Estado) para o problema do local para se efetuarem as autopsias, pois, não existem locais, por este motivo muitas vezes as pessoas que morrem são prejudicadas e os seus corpos são deixados até cheirarem mal.

"Por exemplo, quando as pessoas morrem em Oecússi, para se fazerem as autopsias é difícil, porque não existem lugares e os corpos por causa disso, ficam até cheirar mal, este é que é o problema que nós ainda estamos a tentar encontrar uma solução, porque Oecússi é uma terra que fica longe", disse.
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De acordo com ele (PGR), o processo de investigação para o total dos casos que aconteceram no território de Timor-Leste, no ano passado registaram-se mais de cinco mil, e agora desceram para três mil, este resultado significa que o processo de investigação está a andar para a frente.

O Presidente da República, Taur Matan Ruak, demonstrou um grande apreço para com o trabalho do MP, porque demonstra um passo positivo para o processo judiciário desta terra.
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