terça-feira, 2 de junho de 2015

Rui Araújo decretou três dias de luto nacional em honra de La Sama de Araújo

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Foto de, Gabinete do Primeiro-Ministro - Facebook.
Timor Hau Nian Doben - 02 de junho de 2015

De acordo com uma notícia publicada na página do Facebook do Gabinete do primeiro-ministro, o chefe do executivo, Rui Maria de Araújo, decretou três dias de luto pela morte do ministro Coordenador dos Assuntos Sociais e ministro da Educação, Fernando La Sama de Araújo.

"O primeiro-ministro através de uma conferência de imprensa decretou o luto nacional durante três dias, as bandeiras irão estar a meia-haste, a partir de hoje", refere.

Esta medida decretada pelo chefe do governo foi já provada pelo Conselho de Ministros, numa sessão extraordinária.

Rui Araújo prestou homenagem naquela rede social ao membro do seu governo e também ao seu "amigo e companheiro da luta na clandestinidade" e lamenta que La Sama não possa testemunhar o inicio da luta pela libertação do povo, que começou com este novo governo que chefia.

"Mais do que um membro do Governo que tenho o privilégio de chefiar, La'Sama, és um amigo, foste um grande companheiro de luta nas trincheiras da clandestinidade e um homem de Estado nestes últimos 15 anos. Na companhia de outros tantos combatentes da libertação nacional, tiveste o privilégio de presenciar a libertação da Pátria, mas infelizmente tombaste quando ainda apenas iniciamos a grande batalha pela libertação do Povo", escreveu o primeiro-ministro.

Fernando La Sama de Araújo morreu esta manhã no Hospital Nacional Guido Valadares após ter sido internado ontem com um derrame cerebral, tinha 53 anos. 

La Sama era presidente do Partido Democrático e foi candidato a Presidente da República nas últimas duas eleições presidenciais. 

O ministro Coordenador dos Assuntos Sociais e ministro da Educação nasceu em Manatuto e estudou Literatura nos anos da ocupação indonésia em Bali. Foi secretário-geral da Resistência Nacional dos Estudantes de Timor-Leste (RENETIL) desde 1991 e foi sentenciado por um tribunal indonésio a seis anos e meio de prisão, cumpriu a pena na mesma cadeia que Xanana Gusmão, Cipinang. 
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