sábado, 5 de dezembro de 2015

"Os Timorenses - 1973-1980" - Joana Ruas

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Foto de Zizi Pedruco

Há dias recebi duas caixas cheias de livros que um amigo malae generosamente me ofereceu, entre os livros, para minha grande surpresa e alegria veio o livro da Joana Ruas que foi lançado em Portugal há poucos dias - "Os Timorenses - 1973-1980". 

Eu vi os convites que a Joana andou a distribuir para o lançamento do livro no Facebook e pensei para com os meus botões, eu adoraria ler este livro e ia pedir a um dos meus amigos malaes para me mandarem, mas já cá está, cortesia do André.

Eu já li mais de metade deste livro e pensei que deveria vir dizer aos queridos leitores que se puderem ler, leiam. Joana Ruas é uma perita na História de Timor-Leste e escreve deliciosamente bem, o único defeito nos livros da Joana é: acabo de ler e quero ler MAIS...

Queridos leitores, permitam-me que vos aconselhe a leitura de outros dois livros da mesma autora: "Crónicas Timorenses" e "A Batalha das Lágrimas".

Deixo-vos aqui a sinopse deste livro maravilhoso que tão bem e verdadeiramente relata um período conturbado mas heroico da recente História de Timor-Leste.

"Este romance é um extraordinário documento sobre um processo histórico único no mundo, uma das mais solitárias lutas de libertação nacional. Em Timor-Leste, a FRETILIN travou contra o invasor indonésio uma guerra de independência que se estendeu por metade de uma ilha, isolada do resto do mundo e sem qualquer espécie de retaguarda onde os resistentes pudessem refugiar-se ou abastecer-se.
Na terra invadida, a pátria estava na presença social, física e sentimental dos guerrilheiros, liderados por Nicolau Lobato. Os homens e as mulheres das FRETILIN eram de coração poderoso e os seus olhos pareciam olhar para o fundo do futuro. Eram homens e mulheres que permaneciam livres, mesmo na prisão, e que, mesmo nus, morriam de pé. O testemunho dos sobreviventes desta etapa, que vai de 1973 a 1980, repõe a memória concreta dos episódios então vividos pela nação timorense.
Até à restauração da independência de Timor-Leste, a 20 de maio de 2002, a morte é a paisagem que tudo parece absorver. O que impressionou vivamente Joana Ruas foi essa experiência, ao mesmo tempo religiosa e laica, que, usando o cimento do sonho de liberdade coletiva, da fé e da força da linguagem, venceu a angústia da morte e a certeza da destruição."

Bem-haja, Joana Ruas!

Zizi
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