quarta-feira, 17 de maio de 2017

Presidente timorense pede a cidadãos que lutem por sociedade mais justa

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Díli, 17 mai (Lusa) - O Presidente timorense considerou hoje que os futuros heróis de Timor-Leste serão os que consigam lutar diariamente pelo mesmo sonho de criar uma sociedade mais desenvolvida e justa, inspirados nos sacríficos feitos no passado.

"Hoje temos outro sonho, o sonho de uma sociedade mais desenvolvida e mais justa. Precisamos do mesmo empenho, do mesmo sacrifício e da mesma solidariedade", disse Taur Matan Ruak, depois de condecorar dezenas de cidadãos timorenses e estrangeiros.

"Os novos heróis da libertação nacional serão todos aqueles que, pegando no exemplo dos sacrifícios do passado, os saibam interpretar diariamente na sua vida pessoal, política e social. Não vamos deixar de lutar pelo mesmo sonho de Timor-Leste", afirmou.

A poucos dias do fim do mandato, no sábado, Taur Matan Ruak condecorou com o colar, a medalha e a insígnia da Ordem de Timor-Leste vários cidadãos nacionais e estrangeiros, incluindo a jornalista portuguesa Anabela Góis da Rádio Renascença.

Com a Medalha de Mérito foi reconhecido Carlos Monjardino, presidente da Fundação Oriente, que Taur Matan Ruak destacou como "apoiante de longa data da causa de Timor-Leste", sublinhando a ação daquela fundação no país.

A Liga dos Amigos de Timor, com sede em Portugal, a neozelandesa Maria Leadbeater e os ingleses Peter Gordon e Steve Cox foram também reconhecidos.

Entre os timorenses, foram reconhecidas dezenas de pessoas que se destacaram no período de combate à ocupação indonésia, quer estafetas que apoiaram a luta armada, quer ativistas que apoiaram a luta no exterior.

"Estafetas decisivos para manter aberta a comunicação entre as diferentes frentes da luta clandestina e entre os comandantes da frente armada. Gente simples, mas criativa, humilde, pobre em recursos, mas muito mais rica em imaginação do que o invasor poderia ser. Foi assim que se manteve viva a chama da resistência com gente determinada que ninguém poderia quebrar", considerou.

"Foi todo um povo unido, inquebrantável, uma ideia coletiva, o esforço de todos, uma força indomável. Faz falta recuperar este espirito hoje para os novos desafios do desenvolvimento, melhoria da qualidade de vida de todos", disse.

Para Taur Matan Ruak, esta é uma oportunidade de reconhecer "quem tanto deu pela luta de libertação" de Timor-Leste e de recordar "muitos atos de generosidade, coragem e altruísmo" de pessoas que "de uma forma ou outra são também heróis combatentes da luta de libertação nacional".

"Os timorenses sempre quiseram apenas ser donos do seu destino. Hoje distinguimos quem partilhou essa esperança num mundo melhor mesmo contra as evidências que outras potências apresentavam como inevitáveis", disse.

Pessoas com "histórias muito diferentes", mas que têm em comum a mesma vontade, de lutar pela independência do país.

ASP // EJ/VM

Lusa/Fim
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